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Posts tagged ‘alho-poró’

Sopas aquecem e oferecem mais saúde

Prato típico do inverno ajuda a perder peso e reduz sintomas da TPM.

Sopa é, para muita gente, sinônimo de dieta, doença e inverno. É bem verdade que uma sopinha quentinha é uma maravilha para acalmar o frio, além de ser uma refeição leve para quem precisa recuperar a saúde e ainda pode ser uma grande aliada na perda de peso. Mas a sopa pode ser muito mais poderosa e saborosa do que isso. Ela também é uma refeição muito recomendada para as mulheres, especialmente nos dias antes e durante a menstruação, trazendo os nutrientes para o corpo e a nutrição energética e emocional que nós mulheres tanto precisamos neste momento mais sensível do nosso ciclo.

Para que qualquer sopa fique saborosa, é preciso que sua base seja um caldo bem rico. É claro que não estou falando daqueles industrializados, cheios de sódio e glutamato monossódico, que causam dores de cabeça, aumento de peso e pioram ainda mais os sintomas da TPM. Estou falando do bom e velho caldo caseiro. É um investimento de tempo e dinheiro que vale a pena, pois fazendo seu caldo em casa, você tem total controle dos ingredientes (qualidade, quantidade, custos, sabores, 100% naturais) e pode transformá-lo numa espécie de seguro-saúde. Essa medida garante que você vai ingerir a maior parte das vitaminas, minerais e outros micronutrientes que protegem de doenças e cuidam da beleza e do equilíbrio hormonal.

Um caldo clássico de legumes, feito com cebola, alho-poró, aipo e cenouras, pode ganhar mais nutrientes se você acrescentar à receita uma folha de alga kombu. Já nos caldos de galinha, carne e peixe, é imprescindível acrescentar ossos cortados. Isso porque assim você vai garantir o suprimento de minerais como o cálcio e o magnésio, que fazem bem para os ossos e para sintomas de TPM, como cólicas, irritabilidade, entre outros.

Uma forma simples de ter um caldo delicioso e saudável sem esforço é usar o missô, a pasta de soja fermentada – uma iguaria japonesa muito apreciada por seu sabor único e por possuir probióticos naturais a partir de seu processo de fermentação natural. Isso ajuda a fortalecer nosso sistema imunológico e a prevenir gripes. Vale pesquisar se a soja não é transgênica e, de novo, se não tem glutamato monossódico na composição.

Aliás, segundo a tradição oriental, uma boa sopa tem que, além de ter um bom caldo, harmonizar três tipos diferentes de alimentos: três tipos de raízes, dois tipos de verduras, e uma porção modesta de proteína, que pode ser tanto de origem animal, como tofu ou feijão.

Se todo esse papo deu fome, aproveite para fazer esta receita que recomendo na minha detox. O prato ajuda a se livrar do excesso de hormônios antes da menstruação e também auxilia na perda de peso. O feijão moyashi, além de fácil digestão, tem propriedades desintoxicantes poderosas. Esse produto pode ser encontrado em mercados especializados em produtos asiáticos ou em lojas que vendem grãos a granel. Vale a pena a procura e ter sempre um estoque em casa.

Minestrone de Feijão

Ingredientes:

  • 1 cebola
  • 3 cenouras
  • 1 litro de caldo de legumes ou água
  • 2 abobrinhas
  • 2 abobrinhas-jacaré (paulistinha ou baianinha)
  • 3 tomates sem casca e sem sementes
  • 200g de vagem francesa (fininha, sem caroço)
  • 1 osso de galinha ou uma folha de alga kombu
  • 1 xícara de feijão moyashi/mung ou azuki
  • 1 xícara de salsa desfolhada (use os caules picados no refogado)
  • 1 xícara de couve cortada em tiras fininhas
  • Azeite de oliva
  • Sal marinho
  • Pimenta-do-reino
  • Ervas como tomilho, manjericão, orégano, alecrim e outras a gosto

Modo de fazer:

Coloque o feijão de molho no dia anterior, ou faça um molho “express” (derramar água fervente sobre o feijão em uma panela, e deixar imerso por 15 minutos. Depois escorra e enxágue). Em uma panela grande, acrescente 2 xícaras de água para uma de feijão e uma tira de kombu. Deixe ferver, tampe e cozinhe até que o feijão esteja cozido completamente, que pode levar de 45 minutos a uma hora.

Em uma panela separada, refogue uma cebola picada em azeite de oliva, sal e pimenta por alguns minutos. Adicione as cenouras picadas e continue refogando. Em seguida, adicione 1 litro de caldo de legumes ou água, adicione o osso de galinha ou um pedaço de Kombu e cozinhe até que as cenouras comecem a amolecer. Adicione as abobrinhas e as abobrinhas-jacaré, os tomates e a vagem, todos picados. Quando todos os demais ingredientes estiverem cozidos, descarte o osso (a alga é comestível), e adicione a couve e o feijão já cozido à sopa. As ervas frescas e a salsa somente devem ser acrescentada na hora de servir. Se quiser, ajuste o sal e a pimenta, e regue o prato com um fio de azeite.

Para continuar refletindo sobre o tema

Veja aqui algumas receitas sobre como preparar caldos caseiros. O tempo de cozimento pode ser de 30 minutos, 3 horas e até 12 horas, de acordo com sua disponibilidade e gosto. Congele porções pequenas para ir usando aos poucos. O descongelamento é simples e os caldos podem ser usados todos os dias.

Fonte: Revista Personare

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Dicas exclusivas das chefs

Estive recentemente no 4º Festival de Culinária Vegetariana, que aconteceu dentro da 7ª NaturalTech – Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde e 7a BioBrazilFair – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, dos dias 22 a 24 de julho de 2011 e trouxe para vocês algumas dicas preciosas de chefs que valorizam a comida de qualquer pessoa, desde a que não gosta muito de cozinhar, até as mais gourmets, passando pelas vegetarianas e veganas.

A chef Luana Budel, do Falando Abobrinhas, fez uma Moqueca de Pupunha com um ar capixaba, e usou ingredientes bem inusitados para uma preparação como esta: chuchu, quiabo e batata baroa. Até eu que faço cara feia para esses ingredientes, comi de lamber os beiços. Se ficou curiosa, pegue a receita aqui.
Ela passou algumas dicas de como você pode realçar sabores de seus pratos e como você pode tornar o seu ato de comer mais sustentável:

  • Faça seu próprio Caldo de Vegetais em casa, assim você não precisa ficar refém daquelas versões industrializadas com glutamato monossódico, muito sal e gordura, entre outras coisas nada saudáveis. Pegue com restos de alimentos que não vão ser usados, como folhas e raízes do alho poró, casca de cebola e de cenoura, entre outros, e cubrar com água uma panela grande e deixe reduzir por duas horas. Congele em formas de gelo, e depois coloque em sacolinhas zip lock, e vá usando os cubinhos a medida que precisar. Dura até 3 meses no freezer.
  • Faça Sais Aromáticos: bata sal grosso no liquidificador com ervas que você secou, ou cogumelos secos, ou qualquer sabor que te agrade. O sal grosso, por não ter passado pelo processo de refinamento, tem menos compostos químicos e, em conjunto com outros sabores, você acaba consumindo menos quantidade de sódio.
  • Faça um Crocante de Ervas: use os talos de salsinha, coentro e outros verdes picadinhos assados no azeite em fogo baixo, junto com amêndoas e castanhas picadas. Use para finalizar pratos e em cima de grão integrais.
  • Valorize consumir alimentos locais, nativos e orgânicos. Por exemplo, o arroz vermelho, que é nativo do Brasil (Maranhão) e vem sendo produzido em diversos locais do país e é muito mais nutritivo que o arroz branco, que muitas vezes é importado.

Outra chef que trouxe dicas interessantes foi a Marta Tatini, do Taioba Nativa, que reforçou a importância de se comer orgânicos para uma boa saúde e um sistema imunológico forte, e desmistificou algumas informações sobre a dieta vegana, que pode ser tão ou mais rica em proteínas, vitaminas e minerais quanto uma onívora. Ela preparou uma Lasanha Vegana com Molho Branco de Cogumelos.

  • O molho branco, que normalmente leva farinha de trigo branca e leite, foi feita apenas com leite de aveia, que já engrossa no fogo naturalmente. Ela deixou 1 xícara de aveia grossa para 2 a 3 xícaras de água de molho de um dia para o outro. Bateu no liquidificador e coou. Na panela, ela temperou com sal, pimenta e noz moscada e acrescentou cogumelos secos para um sabor mais marcante.
  • A massa caseira foi feita apenas com farinha de trigo integral orgânica, que é de ótima qualidade e não precsa levar ovo pois dá liga naturalmente com água batida com manjericão, para mais cor e sabor. Você pode usar qualquer vegetal que goste, como cenoura ou beterraba para um sabor mais doce e um visual mais colorido, ou outras ervas e folhas verdes.
  • O queijo vegetal foi produzido em casa também: bata o tofu com um pouco de povilho azedo e temperos diversos a gosto. Coloque para gelar a mistura numa forma para firmar. Corte em fatias para colocar na lasanha ou no pão.
  • Já existem molhos de tomate orgânico no mercado que não possuem aditivos químicos nem açúcar. Ou faça o seu próprio em casa e congele.

Que tal você começar a experimentar uma forma de comer sem comidas de origem animal depois destas dicas? Se você acha que ser vegetariano ou vegano não é para você, conheça um pouco mais sobre a Segunda-Feira Sem Carne, que é uma forma de você experimentar essa forma de comer e também dar sua contribuição para a sustentabilidade do planeta.

Os famosos desconhecidos Probióticos

Desde que publiquei o artigo “A ciência e a arte de emagrecer”, na qual cito o uso de probióticos, muitas pessoas vem me perguntando sobre o assunto. Eu mesma, que comecei a tomar o suplemento a pouco tempo (apesar de consumir alimentos fermentados com frequência), tive várias dúvidas de como proceder.
Eis aqui algumas informações que achei úteis para esclarecer mais sobre essas fascinantes criaturas.
Os probióticos são microorganismos presentes naturalmente em nossos intestinos e que são fundamentais no processo de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes. Conhecidos como lactobacilos e bifidobactérias, eles também tem um importante papel em nosso sistema imunológico, pois minimizam os micro-organismos indesejáveis que podem gerar problemas digestivos, infestações (por cândida, por exemplo) e doenças. São trilhões de bactérias que vivem em nosso corpo, que chegam a pesar cerca de 4Kg!
Existem algumas coisas que interferem nesse equilíbrio da flora intestinal, como uso de antibióticos e outros medicamentos como anticoncepcional, estresse e toxinas ambientais, alimentação rica em alimentos refinados (açúcar, trigo, arroz branco) e com aditivos, e pobre em fibras e água, entre outros.
Por isso, se faz muito importante o uso regular da reposição dessas bactérias, além de cuidar com muito carinho dos que já moram em nosso organismo, como de um animalzinho de estimação muito querido. Claro, temos que dar água a vontade, pois em um ambiente ressequido (como um intestino constipado, por exemplo) qualquer ser vivo teria dificuldades em sobreviver e procriar.
Também temos que dar comida, o que neste caso significa fibras insolúveis, ou seja, que não digerimos, presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel, chicória, alho-poró, aspargos e alcachofra. Ao ingerir esses alimentos com frequência, estamos criando um ambiente prebiótico, ou seja, benéfico para a ação dos organismos probióticos.
E como estas criaturas detestam solidão, temos que proporcionar novas companhias com frequência, o que significa que temos que dar um empurrãozinho para que a população dessas bactérias continue estável e saudável, uma vez que não conseguimos controlar muitos dos fatores externos que enfraquecem as colônias.
E como (re)povoamos nossos intestinos? Existem suplementos em cápsulas que você encontra no mercado prontas ou de manipulação, e também alguns alimentos. O mais conhecido deles é o iogurte e o leite fermentado. Porém nem todo iogurte é probiótico, por isso, leia os rótulos dos produtos e veja se eles contêm bifidobactérias ou lactobacilos, os tipos mais comuns de probióticos encontrados nos alimentos, e escolha os sem adição de açúcar ou adoçantes artificiais. Outros alimentos fermentados, como o kefir, o chucrute, shoyu e misso, também são boas fontes de organismos probióticos.
O melhor de tudo é que não há nenhum problema no uso regular de probióticos (apenas para pessoas com problemas graves no sistema digestório). O que pode acontecer é um aumento temporário de gases, que passa em questão de dias do início do uso.

Para mais informações detalhadas sobre os probióticos, confira o website da Pat Feldman (ou clique nos links dos alimentos probióticos, e você verá as receitas para fazê-los em casa!), esta matéria da Revista Saúde, e este tira-dúvidas aqui, além de outras informações interessantes aqui (em inglês).

A melhor época do ano

Consumir mais vegetais na nossa alimentação é um excelente hábito em qualquer época do ano. Porém cada um tem um período na qual eles estão em sua melhor forma, ou seja, estão com uma concentração ótima de nutrientes, encontramos com mais facilidade, estão mais frescos, ficam mais baratos, além das vantagens ecológicas de terem sua versão orgânica e local mais disponíveis.

No Brasil, como em muitos locais o clima não muda muito, alguns vegetais estão disponíveis o ano todo. Confira abaixo a lista de cada estação do ano:

  • Primavera: abobrinha, acelga, agrião, alcachofra, alface, alho poró, almeirão, aspargo, beterraba, brócolis, cebolinha, cenoura, chicória, chuchu, cogumelo, couve, couve flor, erva doce, ervilha, espinafre, gengibre, inhame, mandioquinha, milho verde, mostarda, nabo, pepino, rabanete, repolho, salsa, salsão e vagem.
  • Verão: abóbora, abobrinha, agrião, alcachofra, alho poró, almeirão, aspargo, batata-doce, berinjela, beterraba, brócolis, cebolinha, cenoura, chicória, chuchu, cogumelo, couve, escarola, espinafre, feijão, gengibre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, maxixe, milho verde, mostarda, nabo, palmito, pimenta, pimentão, quiabo, rabanete, repolho, rúcula, salsa, salsão, tomate e vagem.
  • Outono: abóbora, alho poró, aspargo, batata-doce, berinjela, beterraba , cará, cebolinha, chuchu, cogumelo, feijão, gengibre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, maxixe, milho verde, mostarda, palmito, pimenta, pimentão quiabo, repolho, rúcula, salsa, tomate e vagem.
  • Inverno: abobrinha, acelga, agrião, alface, almeirão, batata-doce, berinjela, beterraba, brócolis, cará, cenoura, chicória, chuchu, couve, couve-flor, erva doce, ervilha, escarola, espinafre, gengibre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, mostarda, nabo, palmito, rabanete, rúcula, salsa e tomate.

Fonte: Nutrição Sadia.

Um peruano e as sobras de peru

Estava pensando sobre o que escrever hoje, já que está tão pertinho do Natal, e todo mundo já começa a sentir o cheiro dos assados típicos da ceia. Lembrei de uma sopa que comi recente na casa de um casal amigo meu daqui de NYC, quando o dono da casa, que é peruano, fez para nós uma sopa com carne de peru.
Ok, parece piada ou uma desculpa para um trocadilho esfarrapado, mas a sopa era muito boa, e decidi fazer uma versão minha, que também ficou deliciosa. Então, confira as duas com aquelas sobras do peru de Natal que ninguém sabe muito bem o que fazer.

Sopa de peru do peruano

Tempo de preparo: cerca de 2 horas
Serve 2 pessoas

Para o caldo:
Carcaça do peru
1 cebola cortada em pedaços
1 talos de salsão
1 cenoura cortada em pedaços
8 xícaras de água
um folha de louro
sal e pimenta-do-reino em grãos a gosto

Para a sopa:
cerca de 250g de carne de peru moída (pode ser crua ou já cozida)
2 dentes de alho picados
Um aipim (mandioca) grande cozido
1 colher de chá de sementes de erva-doce
sal e pimenta-do-reino moída a gosto
salsinha picada

Refogue os vegetais com os temperos em um pouco de óleo, e depois acrescente a carcaça do peru, refogando um pouco até os restos de carne começarem a cozinhar. Acrescente a água fervente e deixe cozinhando por cerca de 1 hora e meia em fogo baixo.
Enquanto isso, coloque o aipim para cozinhar na água. O tempo de cozimento varia de raiz para raiz, mas a média é de cerca de 1 hora.
Esse dois processos podem ser acelerados pela metade se você usar uma panela de pressão.
Com o caldo e o aipim prontos, comece a fazer a sopa. Refogue o alho em fogo médio, acrescentando logo depois a carne de peru e a erva-doce. Coloque o caldo e cozinhe por cerca de 30 minutos, em fogo baixo (se a carne for já cozida, pode ser por 15). Acrescente o aipim partido em pedaços (que possam ser comidos sem precisar partir) e cozinhe por mais 5 minutos. Desligue o fogo e acrescente a salsinha e mexa.

Sopa de peru minha versão

Tempo de preparo: cerca de 50 minutos (se o caldo já estiver pronto)
2 porções

cerca de 250g de carne de peru
1 alho-poró pequeno fatiado
1 cenoura picada em pedaços pequenos
1 xícara de arroz integral
1 colher de chá de tomilho
1 folha de louro
sal e pimenta-do-reino moída a gosto
caldo de peru ou galinha

Refogue em um pouco de óleo o alho-poró e a cenoura junto com os temperos. Acrescente a carne de peru e refogue bem até começar a dourar. Coloque o arroz, refogue mais um pouco e acrescente o caldo quente. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 40 minutos, ou até o arroz estar cozido.

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