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Posts tagged ‘leite’

Minha deliciosa vida sem leite – Receita 3

Uma tarde quente de verão pede algo refrescante para ajudar o corpo para aliviar o calor e a hidratar. Boas pedidas são uma água-de-coco fresquinha na beira da praia, um suco natural geladinho, e, claro, um sorvete.

Porém, sabemos que o antes inocente sorvetinho carrega consigo diversos ingredientes que não são nada inocentes, como açúcar, gordura hidrogenada, conservantes e corantes, e leite. Se você, como eu, é lacto-intolerante, não tomar sorvete nem é questão de escolha, pois ainda é bem difícil encontrar sorvetes sem lactose no mercado.

Se você quer mais receitas sem laticínios, clique aqui.

Eu adoro sorvete e não iria me privar desta delícia gelada. E encontrei uma receita super simples.

Sorvete de Banana
para uma pessoa

Congele uma banana madura. Corte-a em pedaços. Corte em pedaços pequenos uma polpa de fruta de sua preferência (uma a duas sacolinhas de 200ml. Descongele um pouquinho na água antes de retirar da embalagem para facilitar). Bata tudo junto com um mixer de mão ou no liquidificador até virar consistência de sorvete (vá usando um pão-duro para raspar as laterais do copo – lembre-se de desligar a lâmina ao fazer isso ;).
Se precisar, adoce com um pouquinho de mel ou melado de cana, ou o adoçante natural de sua preferência. Se quiser ainda mais cremosidade, acerscente uma colher de sobremesa de óleo de coco. Sirva com amêndoas picadas.

Se quiser fazer sabor chocolate, bata duas a três bananas congeladas com uma colherinha de chá cheia de cacau em pó. Acrescente uma colher de sopa de óleo de coco. Adoce a gosto.

Como eu gosto de usar frutas orgânicas, sempre compro bananas e morangos a mais na feira e congelo para sempre ter ingredientes a mão. Pois no Brasil, sempre é verão. E para tomar sorvete, não importa a época do ano 🙂

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Entrevista Intolerância a Laticínios – Rádio Nacional de Brasília

Nesta entrevista, falei sobre Intolerância a Laticínios, alguns sintomas e reações do organismo que podem ocorrer quando ingerimos leite, manteiga, queijo e derivados. Confira também as dicas de como fazer substituições simples e receitas deliciosas sem laticínios, para todos os gostos!

Entrevista para a Rádio Nacional de Brasília, ao vivo, no dia 17/08/11.

Minha deliciosa vida sem leite

Vim passar duas semanas em São Paulo, a capital gastronômica do Brasil, e meu programa favorito é aproveitar os maravilhosos restaurantes da cidade. E então me lembro que tem queijo na pizza e no macarrão da cantina italiana, manteiga e creme de leite nos bistrôs franceses, a coalhada do árabe, e diversos laticínios usados nas opções vegetarianas. Volta e meia, ainda me deparo com o fato de que não poder consumir leite e derivados é uma limitação muito chata. É praticamente impossível de se achar numa cardápio de restaurante uma opção de sobremesa que não leve laticínios, que não seja a sem graça “fruta da estação”.
Desde que comecei a evitar consumi-los, fui investigando aqui e ali opções que me trouxessem de volta essa sensação cremosa que só os laticínios conseguem dar na comida. E vi que a luz no final do túnel estava nas castanhas e sementes!
Essas coisinhas naturalmente crocantes ficam cremosas e sedosas quando transformadas em leites e pastas, por conta de seus óleos naturais. Muito ricas em proteínas e cálcio, elas ainda tem várias vantagem sobre o leite de animais: não tem gorduras saturadas, nem hormônios (naturais e artificiais) ou substâncias tóxicas criadas pelos processamentos em sua composição, entre outras coisas que tanto impactam no equilíbrio do sistema endócrino feminino, respiratório, digestivo, além de ser um grande causador de alergias e sensitividade.
Não estou dizendo que o leite e seus derivados devem ser banidos da alimentação sem dó nem piedade (só em caso de alergia e intolerância mesmo). Mesmo porque é gostoso e tem muitos nutrientes. Mas preste atenção na quantidade e na qualidade do que você consome. Prefira os laticínios de origem orgânica e frescos da fazenda que não passem por pasteurização e homogeinização. Preste atenção na lista de ingredientes para saber se não há adição de açúcar, sal e outros aditivos artificiais.
Mesmo que você não precise ou não queira tirar o leite da sua vida, comece a explorar essas opções muito saborosas e cremosas feitas de castanhas e sementes, e ganhe variedade no seu cardápio.
Aguarde as receitas com diversas opções que publicarei durante este mês.
Enquanto isso, vão as dicas de substituições que uso em minhas receitas:

  • Leite: faça seu leite de castanhas, sementes, grãos diversos, ou use leite de coco.
    Amêndoas ou Castanha de Caju: 1 xícara de castanhas para 3 de água.
    Arroz Integral ou outros grãos: 1/2 xícara de arroz cozido para 2 de água.
    Bata no liquidificador até ficar bem liso. Se quiser retirar a polpa, peneire ou filtre em uma sacola de algodão. Outra dica é deixar os ingredientes de molho por, no mínimo, 8 horas, descartando a água, para eliminar os antinutrientes naturalmente presentes nessas plantas.

  • Creme de Leite: faça seu leite de castanhas, sementes, grãos diversos com menos água, ou use leite de coco. Use Tahini (pasta de gergelim) ou outra pasta de castanhas ou sementes diluída em um pouco de água.
    Pasta de amendoim: bata 3 xícaras de amendoim cru em um processador bem potente até ficar cremoso, parando de tempos em tempos para raspar a borda do copo.
    Pasta de amêndoas ou outras castanhas e sementes: bata 3 xícaras de amêndoas com 1/4 de xícara de óleo (coco, girassol ou gergelim extravirgem, ou canola para não inteferir no sabor). Acrescente mais um pouco de óleo se necessário. Refrigere até o dia seguinte e retire o óleo que porventura se formar no topo.
  • Manteiga: use qualquer outro óleo na mesma quantidade. Eu normalmente uso de coco, e refrigero ele para ficar com consistência mais firme, se necessário.

Confira aquie neste link outras opções interessantes de substuições.

A partir dos próximos posts, vou passar receitas que levam estes ingredientes para você começar a experimentar em casa. Continue acompanhando o blog!

Intolerância à lactose: e agora?

Pizzas, bolos e tortas. Pratos deliciosos que levam em suas receitas o leite como componente. Mas, este ingrediente, aparentemente inócuo, é o vilão na vida de 8% de crianças menores de três anos e 2% dos adultos brasileiros, que sofrem da chamada intolerância à lactose.

A doença ocorre quando o organismo não é capaz de produzir a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose presente no leite de vaca. A lactose é um tipo de açúcar (dissacarídeo), presente nos leites e derivados, que, para ser utilizada pelo organismo humano, precisa ser “quebrada” pela lactase em glicose e galactose.

Quando a intolerância se faz presente, ocorre a diminuição da produção de lactase pelo organismo, dificultando a digestão da lactose. Intolerância ou alergia?

De acordo com a nutricionista Gabriela Mendes, muitas pessoas desconhecem que existem diferenças entre alergia a proteína do leite de vaca e intolerância à lactose. E é fundamental diferencia-las:

– No primeiro caso, a alergia às proteínas envolve princípios completamente distintos da intolerância à lactose. No caso da alergia, é muito difícil mudar os sítios ativos das proteínas, tornando-os inativos. A melhor forma é eliminar da alimentação as proteínas que contêm os sítios alergênicos ativos, no caso do leite de vaca, muitos dos indivíduos podem reagir com uma alergia cruzada, onde os sítios alergênicos se ativam em proteínas de outros alimentos, não somente ao leite, explica.

Já no caso da intolerância à lactose, de acordo com a nutricionista, ocorre uma inabilidade para digerir quantidades significativas de açúcar do leite. “Nesse quadro de intolerância, o indivíduo necessita retirar da sua alimentação a lactose”, adverte.

Mudança no cardápio
Dentre os sintomas da intolerância do organismo à lactose estão náuseas, desconforto e aumento do volume abdominal. Mas, antes de fazer qualquer alteração no cardápio, é preciso diagnosticar a patologia, com auxílio de um profissional especializado:

– Caso seja comprovado, é preciso um acompanhamento nutricional, para que ocorra a substituição por alimentos que contenham vitamina D em sua composição, fontes de cálcio, nas quantidades adequadas, para que o indivíduo não tenha comprometimentos nutricionais, ressalta.

Diante da impossibilidade de consumo do leite orgânico e da confirmação do diagnóstico da doença, é hora de mudar o cardápio. Melissa Setúbal, Coach de Saúde Integrativa e especialista em Saúde da Mulher conta que, quando adulta, percebeu que uma série de doenças que sofria desde bebê estavam relacionadas ao consumo regular de leite.

– Muitas pessoas se preocupam com a falta de cálcio na alimentação com essa retirada. Algumas formas de garantir que o consumo desse nutriente seja adequado é acrescentar o máximo de folhas verde-escuras possível na alimentação, como salsinha, couve, folhas de brócolis, etc. Outra fonte excelente são as castanhas e sementes, como amêndoas, gergelim, semente de girassol, nozes e castanha-do-pará, enumera.

Para levar uma vida saudável, ela aconselha a substituição de ingredientes comuns em receitas que levam leite, queijo, iogurte e manteiga e dá exemplos:

– O óleo de coco substitui a manteiga em refogados e bolos, o leite de castanha, amêndoas e sementes substituem o leite e iogurte em vitaminas e smoothies, bem como no preparo de bolos e panquecas, conclui.

Confira a receita que a especialista em saúde da mulher indica para um jantar, lanche rápido no meio do dia e até mesmo na café da manhã:

Sopa de Missô
Porção para 1 pessoa

1 cebola pequena
1 cenoura média
2 talos de aipo
algumas tirinhas de kombu, wakame ou nori (algas marinhas)
cebolinhas verdes com o talo branco
salsinha
1 colher de sopa de missô claro
10 cubinhos pequenos de tofu
250ml de água

Etapas:
Pique bem a cebola, a cenoura e o aipo. Coloque na panela com água e com as algas e cozinhe até que fiquem macios. Desligue o fogo e pegue uma concha dessa sopa e dissolva em separado a colher de missô. Quando estiver bem dissolvido, acrescente-o na sopa, juntamente com o tofu, a cebolinha e a salsinha picada.

Sirva em uma tigela e bom apetite!

Fonte: Clínica Literária

Não adianta chorar pelo leite derramado

Como já diz Michael Pollan, em seu livro Dilema do Onívoro, comer é algo muito complicado para os humanos nos dias de hoje. Um dia, a ciência descobre que algo faz mal pra saúde, para depois a associação de  produtores daquele produto fazer lobby no governo para promover o consumo do mesmo. Você descobre uma intolerância alimentar, para depois ficar sabendo que não é necessariamente o alimento que te faz mal, mas a forma como é processado.

O leite é um dos campeões em deixar a gente completamente confusos: na infância ele é empurrado nas crianças em muita quantidade por conta do “cálcio para o crescimento dos ossos”, sempre acompanhado de chocolate  açúcar. Depois, quando adultos, tem “o iogurte para seu intestino funcionar direitinho” e para “evitar a temida osteoporose”. Aí vem uma estatística que diz que cerca de 80% da população mundial não consegue digerir lactose (o ‘açúcar’ presente naturalmente no leite). E finalmente descobrimos que as vacas conseguem seu cálcio comendo folhas verdes. Hum… (mais sobre o leite, clique aqui no artigo da Pat Feldman)

Daí vem a soja para salvar os coitados que não podem beber leite de animais, os que querem fugir da gordura saturada, e os produtores de soja que não sabem mais o que fazer com o excesso de produção dessa monocultura de latifúndio. Lá vem os trangênicos e mais outro alimento, que se não bem utilizado, causa ainda mais transtorno para a digestão e também para o sistema endócrino e hormônios. Cheio de açúcar e adoçantes artificiais, claro, porque senão ninguém consegue chegar perto de tão ruim que é o gosto. (mais sobre leite de soja, clique aqui no artigo da Pat Feldman)

No meu caso, ao descobrir por conta própria minha sensitividade ao leite e derivados, que inclui sintomas como enxaqueca e má digestão, e por simplemente não suportar leite de soja, fiquei numa encruzilhada. Comecei a consumir os “leites alternativos” de amêndoas e de arroz vendidos em caixinha. Só para descobrir que eles vem carregados de conservantes, açúcar e adoçantes, e desprovido de qualquer fibra naturalmente presentes nestes alimentos.

Foi então que aprendi a fazer eu mesma meus leites em casa, de forma rápida, simples e conveniente, podendo conservar em geladeira em garrafa de vidro fechada por até 4 dias. Eu uso para substituir o leite de vaca em receitas, como bolos e panquecas,e também para tomar.

É só pegar 1 xícara de amêndoas para 3 xícaras de água, bater no liquidificador e está pronto! Se quiser mais lisinho porque não gosta da textura, é só coar, mas aí tira as fibras. Lembre-se de agitar quando for beber/usar. Use um adoçante natural mais suave para dar gosto. Você também pode fazer com avelãs, nozes, semente de girassol, arroz, aveia, mudando a proporção de água a gosto.

Minha versão de chocolate quente favorita é usando esse leite (de avelãs para dar um gostinho “nutella”), cacau em pó, adoçar um pouquinho com xarope de bordo (maple). Fica melhor que a versão com leite, juro!

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