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Posts tagged ‘macarrão’

Minha deliciosa vida sem leite – Receita 2

Como prometi no post passado, aí vai a segunda receita de várias que andei testando (e aprovando!) que não levam nenhum tipo de laticínios, e que tem uma textura supercremosa!
Esta receita foi inspirada na de um livro muito bacana chamado “Feeding the Whole Family”, um achado para quem quer refeições práticas e atrativas para crianças (e adultos também, porque não!). Ela leva um ingrediente maravilhoso para quem quer criar molhos cremosos para massas sem usar creme de leite ou catupiry: o tahini, uma pasta de gergelim muito usada na cozinha árabe e oriental.

Macarrão Oriental Cremoso

Tempo de Preparo: 15 minutos

Ingredientes:
200g de macarrão soba, ou udon, ou espaguete de trigo integral
4 colheres de sopa de tahini (pasta de gergelim)
1 colher de chá de mel silvestre de abelhas
2 colheres de sopa de vinagre de arroz integral ou de maçã orgânica
2 colheres de sopa de shoyucoentro
1 colher de chá de óleo de gergelim torrado
1/2 colher de semente de coentro em pó
Gergelim branco e preto
Cebolinha verde picada (use também o bulbo branco)

Modo de Preparo:
Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do pacote.
Enquanto o macarrão cozinha, prepare o molho, colocando todos os demais ingredientes numa tigela e misturando bem. Adicione uma pouco de água morna do cozimento do macarrão o suficiente para criar uma textura cremosa.
Depois de cozido, escorra o macarrão e derrame o molho em cima dele. Salpique gergelim e cebolinha por cima.

Os Fantasminhas Camaradas da Alimentação

Venho falando no blog nos últimos posts sobre emagrecer, inflamação crônica no organismo, regras de como comer saudável, e quanto mais eu penso, leio e estudo sobre o assunto, percebo que um fantasminha fica sempre rondando o assunto e ele vem vestido de branco. Sei que você o conhece muito bem e que não precisa de apresentações formais, mas como bom fantasma, ele consegue se esconder direitinho na comida e se disfarçar de coisas gostosas: as comidas branquinhas e refinadas.

Açúcar, trigo, arroz branco, batatas são parte da turminha que assombra o organismo de praticamente todo mundo hoje em dia, causando terror por onde passa, deixando nossas células em pânico e provocando reações de espanto do nosso pâncreas. E não estou exagerando para fazer o texto ficar engraçadinho :).

O mecanismo é muito simples. Tudo que comemos é garimpado pelo nosso sistema digestório para conseguir algo extremamente valioso: glicose. Nosso cérebro é o principal consumidor dessa joia, que é pura energia. Quando comemos algo branco/refinado, estamos fornecendo praticamente glicose pura, sem fibras, sem nutrientes, sem proteínas e gorduras essenciais. Ou seja, essa glicose vai direto pra corrente sanguínea. Quando o cérebro detecta essa enxurrada de glicose de uma vez, ele fica louquinho e pensa “não sei quando será a próxima vez que vou ficar rico assim, então vamos guardar tudo que puder”, e aciona o pâncreas, que processa tudo isso com a insulina.

Imagine que isso tudo acontece TODAS AS VEZES que você coloca qualquer desses ingredientes em sua boca. Ou seja, o corpo fica em estado de emergência quase que constantemente, uma vez que nossa dieta típica de brasileiro tem no cardápio pão, arroz, macarrão, batata frita, sobremesa, biscoito, no café-da-manhã, no almoço, no lanche, na janta. Já deu pra entender que algo pode dar muito errado quando sobrecarregamos nosso corpo assim, não é mesmo?

E realmente dá. Desde a década de 60/70, quando passamos a consumir mais alimentos industrializados, e, portanto, refinados, e os índices de diabetes, doenças cardíacas, cânceres, doenças autoimunes, entre outras condições nem tão graves assim, aumentaram assutadoramente. As duas coisas estão intimamente ligadas.

Por isso recomendo uma dieta. Ela serve para qualquer idade, sexo, peso, gosto e estilo de vida: a No-white-stuff Diet. Você, basicamente, apenas para de comer comidas que contém ingredientes brancos, como açúcar , trigo refinado, arroz branco e batata.

Veja abaixo algumas dicas para ajudar na hora de escolher o que comer:

  • Açúcar: não se engane com o mascavo, que apenas está disfarçado de mais escurinho. Se optar pela cana-de-açúcar, vá de rapadura ralada, ou melado. O bom e velho mel de abelha silvestre também é outra ótima opção. As novidades no mercado são a stévia (o extrato da folha, não a versão refinada), o xarope de agave (procure o não refinado) e o xilitol. Outras opções com sabores interessates são os xaropes de arroz integral e de bordo (maple).
  • Trigo:  Atenção na lista de ingredientes, pois tem muitos pães integrais por aí com trigo refinado. Na hora do macarrão, escolha a versão integral, que, te juro, não faz diferença nenhuma no gosto, e aproveite para experimentar de outros grãos como quinoa e arroz integral. Não se engane com os biscoitos disfarçados de saudáveis, que tem em sua composição açúcar e trigo refinado.
  • Arroz: Se você é daquelas pessoas que torcem o nariz para o integral, comece a substituir aos poucos misturando no prato com o branco, e aumentando a proporção à medida que for se acostumando. Depois disso, você vai até achar arroz branco algo muito sem graça.
  • Batata: use outras raízes mais nutritivas, como batata-doce, mandioca, inhame, batata-baroa ou até mesmo cenoura no lugar. Além de mais sabor, eles vão ajudar você a diminuir os desejos por doces!

Veja bem, não estou dizendo que você tem que virar uma obsessiva “caça-fantasmas” e que nunca mais você vai colocar nada dessas coisas na boca, pois dessa forma, nossa vida social correria o risco de desaparecer, já que, em nosso convívio diário, continuaremos a nos deparar com essas comidas. Meu ponto é você ficar mais consciente de cada uma de suas escolhas, pois com um pouquinho de planejamento e paciência consigo mesma, essa “dieta” pode se transformar de algo aparentemente restritivo para um novo universo de muitas opções deliciosas.

Se você já se arrepia toda de medo só de ouvir sobre restrições na hora de comer, sugiro que você leia o artigo sobre a metodologia do Crowding Out, ou Congestionamento de Opções, clicando aqui.

Três trigres sem trigo

O trigo pode travar a língua quando falado, e a digestão de muita gente quando comido. Não somente os celíacos (quem sofre de intolerância grave ao glutén) podem ter consequências no organismo ao consumir alimentos que contém essa substância, que nada mais é que uma proteína contida em alguns grãos como: trigo, cevada, centeio, couscous marroquino, e aveia (ainda não confirmado se em sua composição original ou se contaminado durante o seu processamento).
Mesmo para quem não tem algum tipo de sensitividade ou alergia, é interessante incorporar mais produtos sem glutén na alimentação, pois não só aumentamos a variedade de nossa alimentação e o consumo de nutrientes, mas também diminui-se o risco de se adquirir essa sensitividade e de problemas na digestão, como gases, constipação, inflamações e dificuldade para absorver nutrientes. Hoje em dia, vê-se muitos adultos com esse tipo de problema, que, em muitos casos, surge pelo excesso de consumo de alimentos com trigo ultraprocessado, como pão, biscoito, bolo e macarrão, desde a infância.
Aqui vão três sugestões de como variar o cardápio com opções sem glutén e com muito sabor:

Cheio de sabor e calor

Comida Tailandesa foi uma descoberta sem querer para mim. Depois de inventar de cozinhar uma Sopa Thai (confira lá no blog Monasofia), comecei a fazer variações do mesmo tema e fico cada vez mais apaixonada pelos sabores e aromas que preenchem minha boca e cozinha.
Essa semana, foram duas! Uma para aproveitar uma carninha de boi orgânica que havia acabado de comprar, e outra, que é um fusion entre a sopa e essa com carne. A primeira, além de eu mesma aproveitar, a Dri comeu depois de chegar em casa tarde da noite e comeu fria mesmo com muito gosto. A segunda eu fiz para impressionar alguém e o resultado não poderia ter sido melhor :).
As estrelas são o bok choy, um vegetal verde-escuro folhoso que é muito conhecido na culinária oriental e tem um talo com uma textura incrível, e o leite de coco, muito conhecido por nós brasileiros na preparação de sobremesas e frutos-do-mar, e que possui essa cremosidade deliciosa que se assemelha ao do creme de leite.

  • Yakisoba Tailandês

Tempo de preparo: cerca de 40 minutos.
Serve duas pessoas

100g de carne de boi cortada em tiras (pode ser contra-filé, filé mignon, ou miolo de alcatra, que são mais macias)
6 folhas de bok choy (ou couve-chinesa, ou escarola)
1 cenoura pequena (fatiada em palitos finos)
um punhado de brotos (de preferência que não seja de leguminosas)
2 dentes de alho pequenos
3/4 de xícara de leite de coco
1/3 de maço de coentro (folhas separadas dos talos)
molho shoyo ou tamari (molho de soja)
curry vermelho tailandês (você pode encontrar na sessão de produtos orientais do supermercado. Ou acrescente os temperos da próxima receita.)
molho de ostras (opcional)
vinagre de arroz integral (opcional)
óleo de coco
Macarrão (pode ser o de trigo integral comprido, ou o de arroz – Bifum)

Enquanto o macarrão cozinha, fatie o alho em lâminas finas, e pique os talos do coentro bem fininho. Aqueça uma wok ou frigideira grande em fogo alto com o óleo e refogue esses temperos. Acrescente as cenouras e refogue mais.
Pique o bok choy: primeiro os talos em tiras de cerca de meio cm, e depois enrole as folhas como um charuto e fatie em tirar finas, e acrescente no refogado. Coloque a carne picada e somente mexa cerca 30 segundos depois, para não criar água, refogando bem. Depois, acrescente parte do broto, reservando um pouco para decorar no final.
Tempere com shoyu e o molho de ostras, mexendo bem. Coloque o leite de coco, abaixando para fogo médio, e acrescentando uma colher de sobremesa de curry vermelho tailandês e dissolvendo bem no molho do cozimento. Enquanto isso, você já verificou o cozimento do macarrão, dependendo das instruções da embalagem. Adicione o mesmo ao molho, mexendo bem para incorporar os dois. Desligue o fogo e adicione as folhas de coentro, mexendo para distribuir bem. Tempere com um pouco de vinagre de arroz.
Sirva em uma tigela ou prato fundo, decorando com um pouco mais de coentro e coloque delicadamente os brotos no centro do prato.

  • Cogumelos ao estilo Tailandês

Tempo de preparo: cerca de 40 minutos.
Serve duas pessoas

3 xícaras de cogumelos frescos fatiados (eu uso o shitake, o cremini ou o portobelo, mas pode ser qualquer mais um carnudo. Os cogumelos são ótima fonte de proteínas e ajudam a incrementar a imunidade.)
6 folhas de bok choy (os talos em tiras de cerca de meio cm, e depois enrole as folhas como um charuto e fatie em tirar finas)
um punhado de brotos (de preferência que não seja de leguminosas)
3/4 de xícara de leite de coco
1 cebola pequena picada bem miúda
1/3 de maço de coentro (folhas separadas dos talos)
1 limão (raspas da casca e suco)
de 3 a 4 cm de gengribre (pique em palitinhos finos, ou bem pequeno, ou rale)
um caule de capim-limão (corte o talo em pedaços de cerca de 10 cm cada, faça um corte longitudinal, mas sem atravessar todo o pedaço, deixando as duas metades unidas)
uma pimenta dedo-de-moça pequena picada (retire as sementes e a parte do miolo se quiser menos picante)
molho shoyo ou tamari (molho de soja)
molho de ostras (opcional)
óleo de coco

Em uma wok ou frigideira grande, esquente o óleo em fogo alto e acrescente a cebola, os caules de coentro, o gengibre e a pimenta, refogando por cerca de 30 segundos. Acrescente o capim-limão, os cogumelos e os talos do bok choy, tempere com as raspas de limão, o shoyu e o molho de ostras, e refogue até o cogumelo murchar.
Acrescente o leite de coco e abaixe o fogo, cozinhando até o molho reduzir um pouco. Desligue o fogo e acrescente o suco de limão e as folhas de coentro a gosto, mexendo bem para incorporar ao molho.
Sirva com arroz jasmim ou comum integral e decore com os brotos e o coentro.

Ajuste os temperos de acordo com sua preferência, pricipalmente a pimenta, já que nem todo mundo gosta de comida muito picante. Você pode substituir os vegetais e as proteínas de acordo com seu gosto e a disponibilidade também, lembrando de ajustar o tempo de cozimento de acordo.
เพลิดเพลิน (Aproveite!)

Pasta Primavera

Essa receita de macarrão, na verdade, foi uma das minhas primeiras tentativas na cozinha. Não tem mistérios e pode facilmente ser adaptada para uma versão com proteína animal, acrescentando tirinhas de carne refogada ou frango desfiado ou acompanhando um filé de peixe grelhado. Lembrando de dar preferência para comprar os produtos orgânicos.

Porção para uma pessoa
Tempo de preparo: cerca de 30 minutos

– 150 a 200g de macarrão curtotrigo integral ou de quinoa, que você acha na sessão de produtos naturais do supermercado ou no Hortifruti.
– Uma abobrinha pequena – eu prefiro aquelas de casca verde-escura, que são menos aguadas, mas pode ser qualquer uma. Abra ao meio e retire as sementes, raspando com uma colher. Corte em tirinhas do mesmo comprimento do macarrão.
– 1 tomate bem maduro – retire a pele e as sementes e corte em em tirinhas do mesmo comprimento do macarrão. Você pode usar também tomates pelados italianos enlatados. Eles são muitos saborosos e mantém muito das propriedades nutricionais originais, além de não ter conservantes.
– 1 dente de alho grande – com a lâmina da faca deitada em cima do dente de alho, pressione contra a tábua de corte até a casca ‘estourar’, assim ela sai fácil. Corte em lâminas finas ou pique bem.
– 4 azeitonas pretas picadas – com a lâmina da faca deitada em cima da azeitona, pressione contra a tábua de corte até ela ‘estourar’, assim o caroço sai fácil. Corte em lâminas finas ou pique bem.
– Manjericão fresco – pode ser o seco, ou orégano, ou tomilho, ou todos os 3 juntos! Se usar ervas frescas, apenas acrescente-as no final da preparação. Se usar as secas, acrescente após colocar os vegetais na preparação.
– Salsa fresca picada – para finalizar o prato.
– Azeite de oliva extravirgem – um pouco para o cozimento dos vegetais, e mais um pouco para finalizar o prato.
– Queijo parmesão para ralar – compre um pedaço e rale na hora de finalizar o prato. Ou substitua por ricota esfarelada ou pedaços de mussarela de búfala.
– Sal – para a cozinhar o macarrão e, se necessário, para temperar os vegetais.
– Pimenta – para temperar os vegetais. Pode ser do-reino ou calabreza.

Em uma panela grande, ferva bastante água (cerca de 4x o volume de macarrão). Acrescente o sal e o macarrão e siga as instruções de cozimento da embalagem. Experimente o macarrão cerca de 1 minuto antes do tempo total de cozimento. Se ele estiver firme, mas sem estar esbranquiçado no meio, está al dente. Escorra e enxágue em água da torneira para parar o cozimento. Reserve.
Enquanto o macarrão cozinha, vá picando os demais ingredientes.
Usando a mesma panela, aqueça o azeite e refogue o alho levemente, até ele soltar o aroma, o que ocorre em cerca de 30 segundos. Acrescente a abobrinha picada, tempere com sal e pimenta, e refogue por cerca de 1 minuto em fogo médio. Acrescente as azeitonas e o macarrão para que sejam aquecidos, e em seguida o tomate, refogando por cerca de 1 minuto. Desligue o fogo e acrescente as folhas de manjericão fresco.
Sirva em um prato fundo, finalizando com salsa picada, azeite, e ralando o parmesão por cima. Decore com folhas de manjericão e Mangia Bene (Bom Apetite)!

Use sua criatividade e seu gosto, substituindo a abobrinha por outros vegetais (ou acrescentando), como brócolis, couve-flor, rúcula, espinafre, ervilha-torta, ou qualquer um de cor verde para fazer um bonito contraste com a massa e o tomate. Se você restringe o consumo de sal, evite as azeitonas e o queijo, e capriche nas ervas frescas. Se você tem sensibilidade ao glúten, consuma o macarrão de quinoa ou de milho ou de arroz.

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