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Posts tagged ‘Ovário Policístico’

5 alimentos para vencer a Síndrome do Ovário Policístico

Existem formas de se controlar e até eliminar os sintomas da SOP sem depender de anticoncepcionais e outros medicamentos

Quando eu tinha quase 16 anos, fui diagnosticada com Síndrome dos Ovários Polimicrocísticos. Estava tudo lá: a menstruação desregulada, a acne fora de controle, o ultrassom mostrando os ovários de volume aumentado. Depois desse nome grande para um problema que eu não tinha a menor ideia do que significava, logo veio um nome pequeno que foi indicado como a solução de todos os meus problemas: a pílula.

Ela iria me livrar da acne, regular minha menstruação e, também poderia evitar uma gravidez indesejada (sendo que relações sexuais não fariam parte do meu repertório ainda por alguns anos).

Mas só foi um 30 anos que me explicaram qual era o tamanho do problema que eu me deparava, tão grande e complicado quanto o nome da doença: Read more

Fertilidade: o poder de gerar a própria vida

Ser fértil vai além do físico e sinaliza capacidade de realizar sonhos

Fertilidade sempre foi uma palavra um tanto assustadora para mim. Talvez porque minha mãe casou grávida, na década de 70, quando isso ainda era um grande tabu. Eu cultivei durante boa parte da minha vida um medo profundo da minha própria fertilidade, pois a mensagem que eu sempre ouvia era de que a capacidade do meu corpo de gerar uma vida poderia arruinar a minha.

GravidezAssim como eu, muitas mulheres passam décadas suprimindo esta importante parte de si mesmas, seja com o uso de hormônios sintéticos, seja com uma alimentação e um estilo de vida desbalanceados, seja com crenças limitantes sobre o corpo e a vida da mulher.

Quantas de nós já pensamos que é muito melhor ser homem, porque eles não menstruam ou não ficam grávidos? Quantas de nós sofremos com os sintomas da menstruação? Quantas de nós usamos anticoncepcionais hormonais para controlar a fertilidade ou até suprimir a menstruação?

E, por outro lado, quantas de nós querem ter filhos, mas foram ensinadas a primeiro pensar na carreira e em ganhar dinheiro? Quantas de nós têm sofrido em inúmeras tentativas para engravidar e não conseguem conceber a vida sem viver a experiência de ser mãe? Ou seja, quando não queremos filhos, nossa fertilidade é vista como inútil ou algo que nos atrapalha nas atividades que queremos focar nossa atenção. Ou quando queremos ter filhos e eles não vêm, a fertilidade é encarada como algo que está “quebrado” e precisa de muitas intervenções e “consertos”.

FERTILIDADE VAI MUITO ALÉM DO ASPECTO FÍSICO

Mas pense bem: só é possível criar a partir do nada, do vazio, do espaço. Dessa forma, o útero é o órgão mais otimista do corpo feminino, justamente porque ele é um espaço vazio que se prepara uma vez por mês para uma nova possibilidade, independente de qual foi o resultado da última vez. Ele garante a cada ciclo que uma possível vida encontre o espaço mais confortável e nutridor que ela possa ter para prosperar, sem nunca ficar frustrado porque nada aconteceu na última tentativa.

Independente de nossas escolhas sobre querer ou não ter filhos, querer ou não uma carreira de sucesso, querer ou não muito dinheiro, a questão é que nos nossos ovários reside o centro da nossa energia criadora, do nosso poder pessoal, da nossa capacidade de fazer a diferença neste mundo, da nossa habilidade de sonhar. DSC06793

Se temos energia estagnada neste nosso centro energético – ou seja, se você se identificou com alguma das perguntas do início do texto – podemos manifestar sintomas físicos como TPM, ovários policísticos, miomas, endometrioses, infertilidade e outras inúmeras condições de saúde típica dos órgãos reprodutores femininos. Também podemos apresentar sintomas não físicos, como dificuldades em lidar com dinheiro, se estabelecer em uma carreira e ter relacionamentos amorosos saudáveis, além de falta de autoconfiança e de criatividade.

Se, por outro lado, a energia flui livremente, somos capazes de manifestar espontaneamente nossa fertilidade não apenas enquanto capacidade de gerar filhos, como também de gerar abundância, criatividade, conexão, compaixão na sua própria vida.

Portanto, cuidar de nossa fertilidade vai muito além de garantir a perpetuação da espécie e de realizar o sonho de ser mãe. Ser fértil é se permitir acessar o espaço da nossa alma onde o universo pode manifestar toda sua capacidade de criar possibilidades infinitas em nossas vidas.

Publicado em: Personare, Personare em Portugal, MSN, MdeMulher, Clube da Vida Moderna, Portal RBS

Soja: saúde ou perigo?

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Ela pode causar ou curar seus problemas menstruais

Soja é um feijãozinho que causa sempre muita polêmica. Festejada como um alimento essencial na culinária oriental e como a solução dos problemas das mulheres com sintomas da menopausa, execrada pelas monoculturas geneticamente modificadas e por seu uso quase onipresente nos produtos industrializados.

A questão que fica é: soja é uma alimento saudável ou não?

Na perspectiva da Saúde Integrativa, temos sempre que lembrar que o que é alimento para um pode ser veneno para o outro. Mas no caso da soja, existe mais uma perspectiva a ser considerada: reconhecer quando soja é reconhecida pelo nosso organismo como um alimento ou como uma substância química estranha.

Grande parte das mulheres em idade fértil, nos dias de hoje, sofrem com questões relacionadas ao seu ciclo menstrual, desde TPM e cólicas, a miomas, cistos, ovários policísticos, endometriose, entre outros. Além do fato de que muitas de nós usou em algum momento da vida algum tipo de anticoncepcional hormonal. Tudo isso significa que nossos organismos podem estar sofrendo dos sintomas do excesso de estrogênio, que pode inclusive levar ao câncer.

Imagine que acrescentamos ainda mais estrogênio em forma de comida. Como já amplamente conhecido, a soja contém naturalmente fitoestrogênios que podem ser muito benéficos para as mulheres que sofrem com os sintomas de falta de deste hormônio, como no período antes da menopausa. Porém, é importante saber que o tipo de soja, a quantidade, a qualidade e a época do ciclo menstrual são essenciais para nos beneficiarmos de suas propriedades.

O que acontece é que a maioria esmagadora das comidas que consumimos e que são produzidas em indústrias contém soja. E do tipo ultraprocessado, ou seja, retira-se todas as partes que contém nutrientes essenciais, como ômega-3, fibras e carboidratos complexos, e o que fica é a proteína isolada da soja, que é praticamente estrogênio puro!  No final das contas, estamos ingerindo algo que nosso corpo nem reconhece como alimento e que ainda por cima atrapalha o pleno funcionamento de nossos hormônios naturais.

Por isso, reveja seu consumo de produtos derivados da soja, como leite, sorvete, biscoitos, pães, substitutos da carne e outros, principalmente os que contém transgênicos. Reveja também o consumo de alimentos industrializados em geral. Leia os rótulos e aprenda a identificar as diversas formas que a soja pode aparecer nestas comidas, sendo as principais a proteína isolada e o óleo.

Dê preferência a consumir a soja orgânica, em produtos de fácil digestão como o tofu e o edamame (soja verde), e fermentados como o shoyu e o misso. A melhor época para se beneficiar destes alimentos é na fase folicular do ciclo menstrual (os 10 dias logo depois que a menstruação acaba), e também durante a primavera.

Veja aqui mais dicas sobre como usar a soja como parte de uma alimentacão saudável e aprenda uma receita simples e fácil de fazer.

Crenças que limitam a experiência do corpo feminino

Eu era uma mulher que odiava meu próprio corpo. Desde criança, o desconforto começou por ser magra demais e branca demais, depois na adolescência por ter muita acne e não ter seios nem quadris, e finalmente por ter que menstruar e sofrer.

No final das contas, eu detestava por não parecer mulher e, ao mesmo tempo, por ser mulher. Não ter o corpo com curvas que caracteriza o feminino, e ter que encarar a cada mês o sofrimento por ter um corpo de mulher.

Hoje, minha jornada para me reconectar com minha essência feminina passa não apenas por reconhecer e admirar a beleza do meu corpo feminino, e por curar meu ciclo menstrual, mas principalmente por tomar consciência de como minha mente funciona neste processo.

Uma das ferramentas que mais me ajudam são afirmações. Louise Hay, a pioneira e uma das maiores referências sobre esta conexão entre crenças limitantes e doenças do corpo-mente-espírito, em seu clássico livro “Você pode curar sua vida”, explica o porque de tantas mulheres sofrerem os sintomas que sofrem por não aceitarem o próprio corpo e o fato de serem mulheres.

Em nossa sociedade patriarcal, é muito comum termos mulheres que começam a se comportar como homens como forma de sobreviver ou ter sucesso. Por outro lado, há mulheres que se fecham em aspectos doentios do feminino como submissão e anulação extremas. E desta forma, ao longo dos anos, vão desenvolvendo TPM, miomas, câncer nos órgãos reprodutivos, entre outros sintomas e condições.

Para mim foi uma libertação entender as origens emocionais do meu ovário policístico, das minhas cólicas, da minha acne. Assim, entendo agora que esses sintomas são a forma do meu corpo me passar uma mensagem de que algo está atrapalhando o caminho do meu verdadeiro ser.

A TPM, por exemplo é a manifestação da nossa rejeição dos processos femininos, de darmos poder para as influências externas a nós (opinião alheia), permitindo que a confusão reine. A afirmação que cura estas crenças limitantes é:

“Eu agora tomo o controle da minha mente e da minha vida. Eu sou uma mulher poderosa e dinâmica. Cada parte do meu corpo funciona perfeitamente. Eu me amo.”

Você pode usar essas afirmações durante a meditação, quando percebe a manifestação de algum sintoma, durante uma massagem, ou até mesmo parando no meio do dia para respirar profundamente e dar atenção a si mesma, repetindo-a com freqüência, deixando escrito em lugares que visualize diversas vezes por dia.

Tomando consciência das suas crenças limitantes, transformando-as para crenças que alavancam você para a vida que deseja para si, certamente você viverá feliz em seu corpo de mulher.

Fonte: Yogaway Blog

Entrevista Aprendendo a Ser Mulher – revista IstoÉ

Acesse também a versão online clicando aqui.

Entrevista publicada em 19 de outubro de 2011.

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