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Posts tagged ‘shoyu’

Soja: saúde ou perigo?

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Ela pode causar ou curar seus problemas menstruais

Soja é um feijãozinho que causa sempre muita polêmica. Festejada como um alimento essencial na culinária oriental e como a solução dos problemas das mulheres com sintomas da menopausa, execrada pelas monoculturas geneticamente modificadas e por seu uso quase onipresente nos produtos industrializados.

A questão que fica é: soja é uma alimento saudável ou não?

Na perspectiva da Saúde Integrativa, temos sempre que lembrar que o que é alimento para um pode ser veneno para o outro. Mas no caso da soja, existe mais uma perspectiva a ser considerada: reconhecer quando soja é reconhecida pelo nosso organismo como um alimento ou como uma substância química estranha.

Grande parte das mulheres em idade fértil, nos dias de hoje, sofrem com questões relacionadas ao seu ciclo menstrual, desde TPM e cólicas, a miomas, cistos, ovários policísticos, endometriose, entre outros. Além do fato de que muitas de nós usou em algum momento da vida algum tipo de anticoncepcional hormonal. Tudo isso significa que nossos organismos podem estar sofrendo dos sintomas do excesso de estrogênio, que pode inclusive levar ao câncer.

Imagine que acrescentamos ainda mais estrogênio em forma de comida. Como já amplamente conhecido, a soja contém naturalmente fitoestrogênios que podem ser muito benéficos para as mulheres que sofrem com os sintomas de falta de deste hormônio, como no período antes da menopausa. Porém, é importante saber que o tipo de soja, a quantidade, a qualidade e a época do ciclo menstrual são essenciais para nos beneficiarmos de suas propriedades.

O que acontece é que a maioria esmagadora das comidas que consumimos e que são produzidas em indústrias contém soja. E do tipo ultraprocessado, ou seja, retira-se todas as partes que contém nutrientes essenciais, como ômega-3, fibras e carboidratos complexos, e o que fica é a proteína isolada da soja, que é praticamente estrogênio puro!  No final das contas, estamos ingerindo algo que nosso corpo nem reconhece como alimento e que ainda por cima atrapalha o pleno funcionamento de nossos hormônios naturais.

Por isso, reveja seu consumo de produtos derivados da soja, como leite, sorvete, biscoitos, pães, substitutos da carne e outros, principalmente os que contém transgênicos. Reveja também o consumo de alimentos industrializados em geral. Leia os rótulos e aprenda a identificar as diversas formas que a soja pode aparecer nestas comidas, sendo as principais a proteína isolada e o óleo.

Dê preferência a consumir a soja orgânica, em produtos de fácil digestão como o tofu e o edamame (soja verde), e fermentados como o shoyu e o misso. A melhor época para se beneficiar destes alimentos é na fase folicular do ciclo menstrual (os 10 dias logo depois que a menstruação acaba), e também durante a primavera.

Veja aqui mais dicas sobre como usar a soja como parte de uma alimentacão saudável e aprenda uma receita simples e fácil de fazer.

Minha deliciosa vida sem leite – Receita 2

Como prometi no post passado, aí vai a segunda receita de várias que andei testando (e aprovando!) que não levam nenhum tipo de laticínios, e que tem uma textura supercremosa!
Esta receita foi inspirada na de um livro muito bacana chamado “Feeding the Whole Family”, um achado para quem quer refeições práticas e atrativas para crianças (e adultos também, porque não!). Ela leva um ingrediente maravilhoso para quem quer criar molhos cremosos para massas sem usar creme de leite ou catupiry: o tahini, uma pasta de gergelim muito usada na cozinha árabe e oriental.

Macarrão Oriental Cremoso

Tempo de Preparo: 15 minutos

Ingredientes:
200g de macarrão soba, ou udon, ou espaguete de trigo integral
4 colheres de sopa de tahini (pasta de gergelim)
1 colher de chá de mel silvestre de abelhas
2 colheres de sopa de vinagre de arroz integral ou de maçã orgânica
2 colheres de sopa de shoyucoentro
1 colher de chá de óleo de gergelim torrado
1/2 colher de semente de coentro em pó
Gergelim branco e preto
Cebolinha verde picada (use também o bulbo branco)

Modo de Preparo:
Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do pacote.
Enquanto o macarrão cozinha, prepare o molho, colocando todos os demais ingredientes numa tigela e misturando bem. Adicione uma pouco de água morna do cozimento do macarrão o suficiente para criar uma textura cremosa.
Depois de cozido, escorra o macarrão e derrame o molho em cima dele. Salpique gergelim e cebolinha por cima.

Os famosos desconhecidos Probióticos

Desde que publiquei o artigo “A ciência e a arte de emagrecer”, na qual cito o uso de probióticos, muitas pessoas vem me perguntando sobre o assunto. Eu mesma, que comecei a tomar o suplemento a pouco tempo (apesar de consumir alimentos fermentados com frequência), tive várias dúvidas de como proceder.
Eis aqui algumas informações que achei úteis para esclarecer mais sobre essas fascinantes criaturas.
Os probióticos são microorganismos presentes naturalmente em nossos intestinos e que são fundamentais no processo de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes. Conhecidos como lactobacilos e bifidobactérias, eles também tem um importante papel em nosso sistema imunológico, pois minimizam os micro-organismos indesejáveis que podem gerar problemas digestivos, infestações (por cândida, por exemplo) e doenças. São trilhões de bactérias que vivem em nosso corpo, que chegam a pesar cerca de 4Kg!
Existem algumas coisas que interferem nesse equilíbrio da flora intestinal, como uso de antibióticos e outros medicamentos como anticoncepcional, estresse e toxinas ambientais, alimentação rica em alimentos refinados (açúcar, trigo, arroz branco) e com aditivos, e pobre em fibras e água, entre outros.
Por isso, se faz muito importante o uso regular da reposição dessas bactérias, além de cuidar com muito carinho dos que já moram em nosso organismo, como de um animalzinho de estimação muito querido. Claro, temos que dar água a vontade, pois em um ambiente ressequido (como um intestino constipado, por exemplo) qualquer ser vivo teria dificuldades em sobreviver e procriar.
Também temos que dar comida, o que neste caso significa fibras insolúveis, ou seja, que não digerimos, presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel, chicória, alho-poró, aspargos e alcachofra. Ao ingerir esses alimentos com frequência, estamos criando um ambiente prebiótico, ou seja, benéfico para a ação dos organismos probióticos.
E como estas criaturas detestam solidão, temos que proporcionar novas companhias com frequência, o que significa que temos que dar um empurrãozinho para que a população dessas bactérias continue estável e saudável, uma vez que não conseguimos controlar muitos dos fatores externos que enfraquecem as colônias.
E como (re)povoamos nossos intestinos? Existem suplementos em cápsulas que você encontra no mercado prontas ou de manipulação, e também alguns alimentos. O mais conhecido deles é o iogurte e o leite fermentado. Porém nem todo iogurte é probiótico, por isso, leia os rótulos dos produtos e veja se eles contêm bifidobactérias ou lactobacilos, os tipos mais comuns de probióticos encontrados nos alimentos, e escolha os sem adição de açúcar ou adoçantes artificiais. Outros alimentos fermentados, como o kefir, o chucrute, shoyu e misso, também são boas fontes de organismos probióticos.
O melhor de tudo é que não há nenhum problema no uso regular de probióticos (apenas para pessoas com problemas graves no sistema digestório). O que pode acontecer é um aumento temporário de gases, que passa em questão de dias do início do uso.

Para mais informações detalhadas sobre os probióticos, confira o website da Pat Feldman (ou clique nos links dos alimentos probióticos, e você verá as receitas para fazê-los em casa!), esta matéria da Revista Saúde, e este tira-dúvidas aqui, além de outras informações interessantes aqui (em inglês).

Uma nova opção no café-da-manhã

Volta e meia eu me deparo com o desafio de criar algo para o café-da-manhã.
Normalmente temos certas regras do que é comida aceitável logo de manhã cedo, não é mesmo?
Eu, pelo menos, há pouco tempo atrás, achava que café-da-manhã só podia ter pão, queijo (no máximo um presunto ou algo do tipo), um copo de suco ou de café preto. No máximo, mais uma fruta.
Quando eu era criança, todo dia era um copão de leite com Nescau. Nos finais de semana, misto quente!
Então fui morar no EUA, e lá eles são loucos por ovos logo pela manhã, coisa que eu também sempre gostei, mas não fazia rotineiramente.
Ultimamente, eu vario entre ovos, um mingau de aveia grossa com frutas e nozes, uma vitamina (com leite alternativo), salada de frutas com sementes, ou um suco verde.
Só que volta e meia eu me deparava com o desejo de comer ovos todos os dias. Fiquei pensando o que estava por trás disso, e me dei conta que a sensação de saciedade dessa proteína era o que me atraía toda vez para essa alternativa.
Até que um dia, fuçando em websites de receitas vegetarianas/veganas me deparei com uma receita que parece com ovos mexidos, mas não leva ovo nenhum, feita com TOFU! Ao ouvir este nome, normalmente eu torço o nariz, pois tofu mais me parece um pedaço de isopor molengo e sem gosto.
Mas aí está a magia desse alimento de soja: por não ter sabor forte e ser esponjoso, ele absorve qualquer tempero que você colocar. Sua textura macia fica parecida com clara de ovo cozida, quando picadinho. E depois de comer, me senti supersatisfeita!

Eis a receita, para uma pessoa:

1/3 de bloco de tofu
1 colher de sopa rasa de alho, cebola e salsa desidratados (pode ser fresco também)
1 pitada de pimenta calabresa
1/2 colher de chá de cúrcuma
azeite de oliva para cozinhar
shoyu a gosto
cebolinha picada

Escorra a água do tofu, e deixe prensado por uns 15 a 30 minutos para retirar excesso de água. Pique ou esfarele até ter a textura desejada de “ovo mexido”.
Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite, o tempero desidratado e a pimenta. Aqueça levemente e acrescente o tofu, mexendo bem para os temperos aderirem. Pare de mexer e deixe o tofu dourar por uns 2 minutos em foto médio. Acrescente a cúrcuma e mexa bem para “colorir” todo o tofu. Deixe dourando por mais um minuto e apague o fogo.
Tempere com o shoyu e as cebolinhas (use principalmente a parte do bulbo branquinha) e sirva quente.

Eu normalmente como acompanhado de uma salada de cenoura crua e salsinha. Outra opção, é enrolar com arroz no nori (alga) para fazer sushi. Ou sirva em cima de torradas integrais como se fossem ovos mexidos.

É importante lembrar de comprar um tofu de soja não-transgênica (ou até orgânica), e um shoyu sem aditivos como glutamato monossódico ou corantes.
A soja é uma alimento bem rico em proteínas e outros nutrientes, porém devemos ter alguns cuidados no seu consumo, pois ela não é de fácil digestão e intolerâncias são mais comuns do que imaginamos (cerca de 80% das pessoas tem em algum grau).
Por isso, recomendo que se utilize produtos na quais a soja passe por um processamento que ajude a ser mais tolerada pelo organismo, como o tofu, o miso (pasta), o shoyu (molho), ou o tempeh (prensado feito de grãos de soja). Veja mais informações aqui.
Outra preocupação em seu consumo excessivo é por seu possível impacto no funcionamento da tiróide. Para previnir isso, quando for usar algum produto feito de soja, consuma junto um pouco de algas, pois elas são ricas em iodo, mineral importante para o bom funcionamento dessa glândulas.
Na dúvida, preste atenção como os tradicionais japoneses se fazem valer desse alimento: pouca quantidade, sempre junto com algas, sem aditivos artificiais, ou querendo se disfarçar de leite ou carne ou numa guloseima cheia de açúcar.

Dá vontade de dançar

Salsa é uma daquelas plantas que a gente acha que só serve pra enfeitar o prato no restaurante. Mal sabemos o quanto essa erva tem pra oferecer.

Primeiro o sabor. A comida se torna mais fresca e viva só de colocar uma pitada de salsinha picada.

Depois a cor. Que prato não fica mais apetitoso, atrativo e colorido depois de colocar umas folhinas de salsa decorando? É exatamente por isso que os restaurantes a usam. Num macarrão com molho de tomate, o verda sala contrasta com o vermelho  do tomate e o branco da massa. Numa carne, a cor escura tostadinha pede por um verde-vivo.

Também muito importante é o valor nutritivo. Sim, a salsinha guarda o segredo de conter tantas vitaminas e minerais, além da clorofila, o fitonutriente que dá a sua cor verde, que mesmo em pequenas porções, surpreende: tem grandes quantidades de Vitamina A (importante para a saúde da pele e imunidade) e Potássio (importante para o relaxamento muscular e para a secreção de insulina no sangue).

Para que você tenha todos esses benefícios, tanto o estético, quanto o gastronômico, quanto o saudável, é importante comprar toda semana para o frescor, picá-la apenas na hora de usar, e consumi-la crua, adicionando apenas quando o alimento já estiver no prato.

Uma forma muito gostosa de aproveitar tudo isso que a salsa tem pra dar, é fazendo um molho muito simples e versátil.

  • 1/4 de xícara de salsinha lisa picada bem fininha
  • 1 colher de chá de alho (um dente de alho grande) bem picadinho
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem
  • 1/2 colher de sopa de shoyu (molho de soja)

Misture tudo numa tigela pequena, e está pronto para usar!

Eu usei de 3 jeitos diferentes essa semana:

  • uma colherada generosa em cima do arroz integral
  • como molho de uma salada de agrião com rabanete
  • guarnecendo um filé de linguado e vieiras

Você pode usar com qualquer grão integral, peixe, frango ou em cima de sopas. Depois, é só sair dançando! 🙂

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